1. SEES 15.5.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  O DESAFIO DO BIG DATA
3. ENTREVISTA  JAQUES WAGNER  O BRASIL NO COMEOU COM O PT
4. MALSON DA NBREGA  IDIAS NO GENIAIS  III
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  AMAMENTAO: GARANTIA DE SADE

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

A NOVA BBLIA DA PSIQUIATRIA
Depresso, transtorno bipolar, transtorno de dficit de ateno e hiperatividade. Essas quatro doenas no podem ser diagnosticadas por meio de exames, mas apenas por uma srie de sintomas relacionados no Manual Diagnstico e Estatstico de Transtornos Mentais, mais conhecido pela sigla em ingls: DSM. Cercado de controvrsias desde sua criao, em 1952, o DSM est prestes a ganhar sua quinta verso, que adiciona novas doenas ao rol da psiquiatria. Reportagem do site de VEJA conta a histria do manual, quais sero as principais mudanas desta edio, a guerra verbal entre os psiquiatras e o que os mdicos esto fazendo para tornar o diagnstico dos transtornos mentais mais preciso.
Confira ainda:  entrevista com David Kupfer, psiquiatra da Universidade de Pittsburgh, EUA, e presidente do grupo de trabalho do DSM-5.

MAIS UMA DIETA?
Nova queridinha das celebridades, a dieta 'intermittent fasting' (em portugus, algo como "jejum alternado") consiste na restrio extrema de calorias em dias alternados. Alguns adeptos pulam uma refeio por dia, outros comem muito pouco durante um ou dois dias por semana e h quem jejue dias seguidos. Reportagem no site mostra como esse tipo de dieta pe a sade em risco.

A FIFA E O JEITINHO
A um ms do incio da Copa das Confederaes, a Fifa enfim se mostra segura de que o torneio acontecer sem grandes percalos. Mas nem sempre foi assim: desde que o Brasil foi escolhido para sediar o Mundial de 2014, h seis anos, a entidade sofreu para se adaptar ao "jeitinho" dos anfitries. Para uma organizao com sede na Sua e jeito de multinacional, o choque de costumes foi grande. Reportagem do site de VEJA conta os bastidores dessa relao  e mostra como o rigor dos europeus pode ter um impacto positivo no esporte do pas.

GERENCIADORES DE SENHAS
Os aplicativos para tablets e smartphones conhecidos como "cofres" ou "centrais de senhas" so uma forma segura e prtica de se conectar aos servios da internet, como e-mail, redes sociais e bancos. Conhea doze programas para iOS, Android e Windows Phone.

O MAU GOSTO LUCRATIVO
A informao de que a novela mexicana A Usurpadora ganhou uma quinta exibio no SBT pode fazer com que alguns toram o nariz. Mas a trama repleta de exageros e esteretipos chegou ao fim na ltima tera-feira com audincia maior que a da Record. Reportagem do site de VEJA explica por que tanta gente no resiste ao trash.


2. CARTA AO LEITOR  O DESAFIO DO BIG DATA
     Entre as misses de VEJA desde sua criao, h quase 45 anos, est tornar interessantes os assuntos importantes. A ecloso do mundo digital fez dessa uma misso ainda mais crucial. Desde o comeo da era dos chips, VEJA tem servido a seus leitores como um guia de navegao segura nesse universo em constante, rpida e dramtica transformao. Foi assim com a capa de 1981 sobre a chegada dos computadores pessoais ao Brasil. O contedo daquela capa ainda guarda o frescor das grandes descobertas, mesmo que o objeto dela, o computador que fica em cima da mesa, a que passamos a chamar de desktop, esteja agora na fase inicial de seu ciclo de extino. Em 1982, VEJA dedicou uma capa ao nascimento dos primeiros robs efetivamente teis para simplificar e agilizar os processos industriais. A capa de 1995, que ilustra esta pgina, foi sobre a internet. Em todos os casos acima, VEJA se antecipou em muitos anos ao pico de popularizao de cada fenmeno.  quase inacreditvel, mas ningum tinha computador pessoal em casa no fim dos anos 70. Os robs s estariam nas fbricas brasileiras dez anos depois da capa pioneira de VEJA. Quando a reportagem sobre a internet chegou aos leitores da revista, o nmero de usurios da rede no Brasil no passava de 50.000 pessoas. Hoje esse nmero beira os 100 milhes.  
     Olhando em retrospectiva, pode-se concluir com orgulho que VEJA conseguiu perceber e transformar aqueles assuntos relevantes em reportagens altamente atraentes. Esta edio da revista traz uma reportagem especial dedicada ao que alguns chamam de internet 2.0, outros de revoluo dos megadados, mas que, pela simplicidade e universalidade da lngua inglesa nesse campo, ficar conhecido mesmo pelo termo Big Data. Com toda a certeza, o fenmeno do Big Data colocou para VEJA o mesmo desafio que os PCs, os robs e a internet representaram no passado: como explicar algo extremamente complexo de que tanto se fala nos jornais e na televiso sem que se explique antes exatamente sobre o que se est falando. A tarefa de destrinchar essa questo  que j comea a afetar profundamente a maneira como concebemos, tratamos e transmitimos o conhecimento  foi entregue a Andr Petry, correspondente de VEJA em Nova York, e a Filipe Vilicic, editor de Vida Digital da revista em So Paulo, secundados pelas habilidades da equipe de Infografia, dirigida por Andreia Caires. O resultado do trabalho deles, que comea na pgina 70, certamente entrar para a seleta galeria das reportagens de VEJA que se anteciparam e explicaram mudanas tectnicas do nosso cotidiano.


3. ENTREVISTA  JAQUES WAGNER  O BRASIL NO COMEOU COM O PT
O governador da Bahia afirma que o pas vem evoluindo desde o Plano Real, defende a liberdade de imprensa e diz que seu partido deve apoiar Eduardo Campos em 2018.
OTVIO CABRAL, DE SALVADOR

Um problema antigo tem tirado o sono do governador Jaques Wagner: a seca que castiga metade dos municpios da Bahia, que dependem de carros-pipa para matar a sede da populao. Embora o Brasil tenha se desenvolvido muito nos ltimos vinte anos. diz ele, e no apenas graas ao seu partido, o PT, como admite, o drama da seca ainda castiga o Nordeste, s que de forma menos visvel. Quando fala de poltica, Jaques Wagner se mostra um petista pouco radical: reconhece o resultado do julgamento do mensalo, defende a liberdade de imprensa e se diz favorvel at mesmo a que seu partido se comprometa a apoiar a candidatura presidencial de Eduardo Campos, do PSB, em 2018. 

O Nordeste passa pela maior seca em setenta anos. Como o governo federal est lidando com isso? 
No h legies de famintos vagando pelo serto nem imagens de crianas desnutridas pelas estradas, mas, dependendo da regio, a seca , de fato, a mais severa em noventa anos. Aqui na Bahia audes de 92 anos secaram pela primeira vez. A dor  a mesma, a consequncia econmica  a mesma, a diferena  que hoje h uma rede de proteo social maior, que minimiza o drama da fome. Infelizmente, no h como zerar o problema. Existe essa rede de proteo social, mas uma eficiente rede de proteo econmica ainda precisa ser consolidada. No ltimo ano, aumentou muito a migrao de nordestinos para o Sul e o Sudeste, um fenmeno que praticamente no era mais visto. No estamos mais como no passado, quando se viam crianas morrendo e famintos pela rua, mas ainda  preciso fazer muito contra a seca. 

Outro problema que atinge diretamente a populao pobre  a inflao. O fraco desempenho da economia pode pr em risco a reeleio da presidente? 
No incio do governo Lula, havia um clamor para que os juros baixassem numa paulada. O Henrique Meirelles (ex-presidente do Banco Central) defendia uma queda mais gradual e, didaticamente, dizia: "A questo dos juros  igual ao aquecedor do chuveiro de casa. A gente liga e tem um tempinho para a gua chegar quente  ponta". Os juros caram em um ritmo correto e o pas voltou a crescer. Agora  a mesma coisa com o controle da inflao. Tem gente defendendo a ideia de que se d uma trancada forte nos juros para segurar a inflao. Mais uma vez, acho que a coisa deve ser feita devagar e que, com o tempo, a inflao volta para o centro da meta. Prefiro ficar nesse resultado, de um crescimento que no  exuberante, mas  consistente, a voltar quele ciclo de altos e baixos que j tivemos. 

H gente em seu partido que defende a tese de que uma inflao acima da meta pode ser tolerada em prol de um crescimento maior. O senhor concorda? 
Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso deram uma tremenda contribuio ao incorporar  cultura brasileira o controle da inflao e a parcimnia nos gastos pblicos. Foi uma coragem que deu ao Fernando Henrique duas eleies. Disputas polticas  parte, no podemos retroceder, temos de fazer o pas avanar, mantendo as conquistas anteriores. O Lula pegou essa herana e manteve o que era bom para a economia no desandar. Muitas vezes ele  injustiado ao ser comparado com outros populistas da Amrica Latina, mas jamais aceitou pr a economia em risco em nome do populismo. Quem escolheu manter o salrio mnimo abaixo do prometido em 2003 e 2004 foi ele. Quando houve o mensalo, muita gente falava para ele esculhambar o Oramento para pacificar a base poltica. Ele se negou. Por isso tudo, acho injusto pensar que o governo do PT v abrir mo do controle da inflao. 

O governo Dilma tem enfrentado problemas na economia e ainda no conseguiu deixar uma marca. Qual  o smbolo do  atual governo? 
Fui coordenador do Conselho de Desenvolvimento Econmico e Social e levei dezoito meses para chegar a um consenso: o maior obstculo ao desenvolvimento eram as desigualdades sociais. Foi unnime, da Febraban ao MST. Lula ento aprofundou as polticas sociais. Dilma pegou a economia equilibrada e os avanos sociais e decidiu aumentar a competitividade. O primeiro ponto a enfrentar foi o custo do dinheiro, o que a levou a comprar briga com os bancos. Se o FHC fez o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Lula investiu no social, a presidente Dilma agora tem de deixar o pas mais competitivo. 

Mas essa  s uma ponta do problema da competitividade. A carga tributria  excessiva, a infraestrutura est travada... 
O pas est em evoluo,  um grande processo. No d para falar que tudo comeou com o PT,  uma burrice no reconhecer o que outros fizeram. O alicerce foi feito pelo FHC, muitos tijolos foram colocados pelo Lula e outros esto sendo assentados pela Dilma. O salto dela constitui-se de juros a padro internacional, energia a um custo mais racional e o gargalo da infraestrutura resolvido.  

Como destravar o pas? 
H um problema srio nos nossos rgos de controle.  preciso achar um ponto de equilbrio entre a velocidade com que o pas precisa crescer e a santa necessidade do zelo com o dinheiro pblico. Zero em um e cem no outro no vale.  muito bem-vindo o controle do dinheiro pblico, mas ele no pode ser um empecilho ao desenvolvimento.

Mas, mesmo com todo esse controle, a corrupo no retrocedeu. 
Eu, sinceramente, acho que o problema melhorou. A corrupo sempre vai existir. Mas j tem muita empresa que no opera mais com caixa dois. No quero posar de vestal, mas tenho um cdigo. Digo ao empresrio que preciso de ajuda na campanha. A, aqui no governo, no deixo fazer obras e contratos por mais 1 real, mais 2 reais ou mais 3 reais. Mas, quando chegar de novo a poca da campanha, se o empresrio foi bem atendido, eu vou pedir uma ajuda. Porque todo mundo faz campanha ajudado. No h outra forma de fazer a no ser que tenha o financiamento pblico. 

O senhor no acha que h formas melhores de investir o dinheiro do contribuinte? 
Pelo contrrio, acho que baratearia muito a democracia. O Brasil precisa urgentemente de uma reforma poltica. Alm do financiamento pblico, sou favorvel  coincidncia de datas para as eleies de vereador a presidente, com mandato de cinco anos e sem reeleio.  

Falando em corrupo e financiamento de campanha, como o senhor, que estava dentro do Palcio do Planalto, define o mensalo? 
Eu estava l e desconheo totalmente essa relao de toma l d c, de pega dinheiro aqui e vota ali. O que eu sei  e em que acredito   que foi feito um planejamento a partir da vitria do Lula em 2002 de que era preciso eleger 1500 prefeitos dos partidos da base em 2004 para preparar terreno para a reeleio do Lula em 2006. Essa  a conta que foi feita  e nesse sentido voc pode dizer que o Jos Dirceu era o elaborador dessa estratgia poltica. Para eleger tantos prefeitos,   bvio que tinham de convocar os aliados. Ele convocou e disse: "Moada, ns vamos precisar eleger 1500 prefeitos". Sentou com o presidente dos partidos, fizeram as contas e mostraram o preo. 

E o dinheiro para pagar esses partidos veio de onde? 
No sei, porque no fui buscar. Mas, se voc chama dez partidos e diz que cada um tem de eleger 100 prefeitos, o cara vai dizer: "E a, cara-plida, como eu vou fazer essa campanha?". Os partidos apresentaram o seu preo. Como foram buscar esse dinheiro? No sei, mas deu no que deu. 

Ento, ao contrrio do que diz a maioria do PT, o senhor concorda com o resultado do julgamento? 
H duas questes controversas: a teoria do domnio do fato, que muito criminalista que no tem paixo pelo PT contesta, e o foro nico no Supremo. Nossos adversrios dizem que o PT  o partido dos marginais. Outros dizem que somos um partido de santos. Digo que somos um partido de homens e mulheres. Pode ter gente que, na busca incessante de financiar a campanha de 2004, passou do ponto. No quero julgar o julgamento do Supremo  julgamento  julgamento, no mximo voc pode recorrer. Se o resultado foi ruim, sinto muito.  o Supremo, cujos ministros, em sua maioria, foram indicados pelo PT. 

Quais nomes o senhor acha que estaro na urna na eleio para presidente em 2014? 
Trs, com certeza: a Dilma, o Acio e a Marina. Com a Rede ou sem a Rede. Marina ser candidata,  difcil para algum que teve a votao dela no tentar de novo. O Lula foi para o segundo turno em 1989 e, na eleio seguinte, em 1994, muitos pregavam que a gente deveria se aliar ao FHC. Mas era impossvel que ele no concorresse, como tambm era para o FHC. Foi um azar histrico no ter dado liga entre os dois. As duas novidades ps-democracia so o PT e o PSDB, dois partidos complementares que, juntos, poderiam ter feito o Brasil avanar muito. Agora ficou tarde.  

Voltando  cdula... 
Dilma, Acio e Marina para mim esto certos. A vem a grande dvida: Eduardo Campos ser candidato? Como amigo dele e parte do projeto da Dilma, eu no recomendo. Defendi com muita franqueza, durante seis horas de conversa com o Eduardo, a ideia de que  melhor que ele espere 2018. Que o caminho natural dele  ser o candidato do nosso grupo em 2018. Defendo isso publicamente dentro do partido: dezesseis anos  um bom tempo para se pensar em fadiga de material e abrir espao para uma liderana de outro partido. Em poltica se faz acordo, no se trabalha com generosidade. Eu no estou sendo generoso, estou tendo uma viso diferente. Ningum no Brasil de hoje vai se eternizar no poder. Graas a Deus. no h nada melhor na democracia do que a alternncia de poder.  possvel fazer alternncia por dentro do projeto ou por fora. Eduardo pode ser essa alternativa por dentro em 2018: o grupo se mantm na Presidncia, mas com outro nome, outro partido.  melhor entregar para um aliado do que perder para um adversrio ou para um exaltado.  disso que eu tento convencer o PT. mas no est fcil. 

Como convencer Eduardo Campos de que o PT no vai lhe passar a perna em 2018? 
Ele teria de cultivar esse acordo. Precisa sentar com a Dilma e com o Lula e discutir que espao ter no governo, qual ser o caminho at a eleio seguinte e trabalhar para esse acerto ser cumprido. Sem nem ao menos tentar um acordo no d para falar em traio. Mas ele se apaixonou pela ideia de ser candidato. No  irreversvel, mas o caminho para o recuo est encurtando cada vez mais. As pontes esto sendo arrebentadas de lado a lado. 

Muitos petistas pregam que a nica maneira de unificar a base  com uma candidatura de Lula. O senhor concorda? 
Esquea isso, nenhum partido pode ser de um homem s. A candidata  a Dilma e ponto. Lula  um grande cabo eleitoral, mas no vai pedir votos mais para ele mesmo. 

O PT critica as parcerias com o setor privado, mas o senhor acaba de ganhar um prmio do Banco Mundial pela PPP em um hospital. Seu partido est atrasado? 
H uma confuso no Brasil entre ferramenta e projeto. Os projetos polticos se dividem entre esquerda e direita, progressista e conservador, entre os diferentes pensamentos. E as ferramentas servem para qualquer projeto. Ferramenta boa de gesto est na prateleira para quem quiser usar. No meu governo, no h preconceito, o que me norteia  o objetivo. Eu preciso de um hospital, no tenho dinheiro e a minha gesto no  a mais excelente, ento eu fao uma PPP. Nem sou do estado zero nem sou do estado mximo. Acho que o estado deve ter o tamanho necessrio para resolver os problemas da populao. Eu sou um governador do PT, mas meu governo no  refm do PT. 

O presidente de seu partido, Rui Falco, tem como bandeira a aprovao de um projeto que restringe a liberdade de imprensa. O senhor concorda com ele? 
Eu prefiro ficar com a opinio da presidente Dilma:  uma bobagem tentar fazer qualquer tipo de controle da imprensa. Contedo  livre, cada um escreve o que pensa. A liberdade de expresso  um valor inatacvel. 


4. MALSON DA NBREGA  IDIAS NO GENIAIS  III
     Ideias no geniais continuam a incomodar. Comento mais duas delas, ambas da lavra de parlamentares. Uma, mais antiga, francamente disparatada; a outra, recente, apenas polmica. Nenhuma resiste a uma avaliao cuidadosa. Revelam a dificuldade do Legislativo em debater temas urgentes para o desenvolvimento e o bem-estar. 
     A primeira  do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), o mesmo da emenda constitucional que subordinaria decises do STF ao Congresso, violando o princpio basilar da separao entre os poderes. Em 2004, ele apresentou projeto de lei ainda mais espantoso, que estabeleceria o "limite mximo de consumo" e a "poupana fraterna". 
     Pelo projeto, os brasileiros  inclusive os residentes no exterior  e os estrangeiros que aqui vivem somente poderiam consumir dez vezes o valor da renda per capita mensal, perto de 20.000 reais de hoje. O restante, por sete anos, seria compulsoriamente depositado e devolvido nos catorze anos seguintes. Os recursos seriam emprestados a juros de at 50% dos rendimentos dos depsitos e aplicados em dspares finalidades. De onde os depositantes receberiam os outros 50%? Parece que os "emprstimos" no precisariam ser pagos. Como os "projetos sociais relevantes" obteriam lucros para resgatar a dvida? 
     A gesto da lei caberia a um conselho de trinta pessoas do governo, de centrais sindicais, de entidades empresariais, de organizaes religiosas e at de sem-terra. Ricos e pobres teriam acesso ao limite mximo de consumo. Uns pagariam pelos outros. O limite ao consumo evitaria a exausto dos recursos no renovveis. Para Fonteles, "os ricos devem viver mais simplesmente  para evitar a previsvel catstrofe ecolgica para a qual caminha a humanidade". O Brasil lideraria a construo de "um novo mundo, no apenas ecologicamente sustentvel, mas tambm fraterno". Quanta fantasia! 
     A segunda ideia  do senador Acio Neves (PSDB-MG). Ele no prope sandice similar, mas defende uma ideia irrelevante: o fim da reeleio de presidentes, governadores e prefeitos, aprovada em 1998. Para ele, o mandato de quatro anos  pouco para uma gesto minimamente eficiente. E um ano a mais faria muita diferena? Falou-se em desapego ou em mensagem a futuros candidatos de seu partido ao cargo. Acio no concorreria novamente se virasse presidente em 2014. 
     A coincidncia do mandato presidencial com os do Congresso aconteceria a cada vinte anos. Durante dezesseis anos, o presidente assumiria tendo de articular-se com parlamentares eleitos em momento distinto. Na experincia internacional, os membros do Executivo e do Legislativo costumam ser eleitos ao mesmo tempo. No parlamentarismo a simultaneidade  obrigatria. A lgica est na necessidade de facilitar a conquista de maiorias parlamentares  nas eleies ou em negociaes imediatamente posteriores  sem as quais  mais complicado governar e aprovar medidas fundamentais para a economia e a sociedade. Mudanas importantes como a da reeleio  cada vez mais adotada mundo afora  necessitam ser testadas, consolidar-se ou provar-se inconvenientes. Isso requer tempo. Devem ser revogadas apenas quando no se enraizarem, mas nunca para servir de trunfo em campanhas eleitorais ou para tranquilizar grupos de partido. 
     Nenhuma instituio poltica  perfeita, mas a regra da reeleio merece ser preservada por mais tempo. Por ora, tem mais vantagens do que desvantagens. Equivale a um mandato de oito anos com um julgamento dos eleitores no meio do perodo. Se bem sucedido, o governante deve ser mantido. E substitudo em caso contrrio. Dificilmente a ideia de Acio triunfar. Como ele prprio reconhece, interesses polticos de governadores e prefeitos  dir-se- tambm de futuros candidatos a esses cargos  tendem a bloquear o projeto. Em resumo, alm de inconveniente, a proposta  politicamente invivel. No , decerto, uma ideia genial. Consegue, mesmo assim, no ser to esdrxula quanto a da poupana fraterna. 
     O exotismo e o casusmo dessas duas propostas no contribuem para construir uma imagem positiva do Congresso. Melhor seria que os parlamentares se mobilizassem em favor de uma agenda relevante para o futuro do pas. 

MALSON DA NOBREA  economista


5. LEITOR
VTIMAS DA IMPUNIDADE
Que a reportagem ''Condenados pela impunidade (8 de maio) provoque mudanas na absurda legislao brasileira que protege mais os bandidos do que as vtimas de crimes. No d mais para aceitar que famlias destrudas pela dor e pela saudade paguem, ainda que indiretamente, benefcios  famlia dos criminosos, enquanto eles esto despreocupados na priso, sabendo que seus dependentes no ficaro desamparados. Alm disso, a recluso, quando ocorre, no dura muito, principalmente se os autores do delito forem menores de idade. Eles logo estaro livres para voltar a praticar seus covardes crimes. Chega!
TATIANA SOARES
Braslia, DF

Com a notvel reportagem de VEJA, finalmente foi lembrada a classe mdia que trabalha com dignidade, cria seus filhos com responsabilidade e arca com seus compromissos junto ao poder pblico.  essa classe mdia, que no pode se dar ao luxo de contratar seguranas nem adquirir carros blindados, a verdadeira vtima da violncia brbara que assola o Brasil. Somos os reais rfos deste pas, que soube criar mecanismos para cobrar de ns o cumprimento de nossos deveres, principalmente no tocante  arrecadao de impostos, mas  incapaz de garantir o que existe de primordial para a nossa estabilidade: a segurana. A lgica de premiar a famlia dos criminosos e abandonar  prpria sorte a famlia de suas vtimas deve ser revista com a mxima urgncia. Estamos em pnico!
CARMEN LCIA JUNQUEIRA ARANTES
Poos de Caldas, MG

Chega de lenincia!
LUDYMILLA DRUMMOND
Ipatinga, MG

VEJA d voz s pessoas de bem deste pas que no aguentam mais a insegurana, a impunidade e o descaso do estado com a proteo dos brasileiros.  revoltante ver que parte dos nossos impostos  destinada  famlia de bandidos, que aniquilam vidas inocentes.
VERA LCIA PIRES DUTRA
Novo Hamburgo, RS

VEJA faz uma radiografia da triste realidade da sociedade brasileira.
FERNANDO AUGUSTO RODRIGUES DA COSTA
Aracaju, SE

Excelente reportagem. Estou vivendo esse drama, pois meu filho de 21 anos foi baleado na cabea e pelas costas durante um assalto no ltimo dia 6 de abril e faleceu no dia 10 do mesmo ms, em Conselheiro Lafaiete (MG). Passamos cinco dias com ele em coma, num hospital em Belo Horizonte, doamos seus rgos, enterramos seu corpo e, entre crises de choro, depresso e oraes, estamos s voltas com a burocracia de encerramento de contas, cancelamento de cartes, laudos do IML. Durante todo esse tempo, nenhuma ONG, ningum do governo ou da polcia nos procurou para oferecer apoio, dar satisfaes ou simplesmente para saber se precisvamos de alguma coisa. E ningum foi preso pela morte do meu filho, embora um dos assaltantes j tenha sido identificado.
RON VALRIA BARBOSA REIS DE CASTRO
Campinas, SP

VEJA retratou de forma absoluta o sentimento de 99,99% da populao, que se v indefesa com tanta injustia no Brasil.
MOISS DE PONTES LIMA
Bauru, SP

Estou rf... H trs anos no recebo flores, nem abraos de lao, nem beijos amorosos e estalados, porque meu filho, Renato de Carvalho Murolo, no est comigo hoje e no estar nunca mais. Ele foi assassinado por um covarde que, de maneira torpe, sem lhe dar o direito de defesa, numa emboscada, protegido pela escurido da noite, atirou em suas costas, atingindo-o fatalmente. Muito se tem questionado a diminuio da maioridade penal porque o adolescente no tem noo da extenso de seus atos. Quem matou meu filho no era menor, tem bastante idade, formao universitria e  o pai de sua namorada. Sabia muito bem o que estava fazendo, premeditou o ataque sinistro que mutilou nossa vida e continua impune porque nunca teve hombridade suficiente para assumir seus atos, embora tenha sido indiciado por homicdio doloso. Renato tinha 28 anos e era meu nico filho. Junto com ele enterrei minhas esperanas e meu corao. Que Deus tenha compaixo de todas as mes que, como eu, vivero em luto eterno.
ELIZABETH BERNARDO DE CARVALHO
Mogi das Cruzes, SP

H onze anos perdi um filho em um assalto para um desses menores chamados de '"coitadinhos". Mandei mensagens a todos os senadores e deputados federais pedindo apoio  diminuio da maioridade penal. Recebi duas respostas, uma de cada casa legislativa. Ambas se comprometeram a nada.
NELSON ALVES TRINDADE
Campo Grande, MS

Por que, apesar dos recursos financeiros estratosfricos que os consumidores disponibilizam com impostos diretos e indiretos, no se observa um grande movimento nacional contra a violncia, que envolva governos federal, estaduais e municipais, parlamentares e sociedade civil?
ANA LUISA PALHANO SILVA
Curitiba, PR

Souberam rapidamente retirar minha arma  legalizada , mas no conseguem alterar uma lei para mudar a punio a infratores cruis.
CARLOS CUNHA
Rio de Janeiro, RJ

Vemos o surgimento de uma nova figura nas quadrilhas brasileiras: o menor responsvel. Esse componente entra em cena para assumir a culpa em caso de captura dos marginais para que todos saiam impunes ou, no caso do menor, apenas receba "medidas socioeducativas"'  mais uma estupidez inventada pelos especialistas contaminados por ideologias ultrapassadas ao criar polticas de combate  violncia.
ERIC S. MOITINHO
Santos, SP

J passou da hora de acabarmos com essa aberrao que  a maioridade penal no Brasil.
EVANDRO B. SANT'ANNA
Birigui, SP

A Carta ao Leitor ''As vtimas invisveis" (8 de maio) e a reportagem de capa de VEJA traduzem o sentimento e o temor da imensa maioria do povo brasileiro. Enquanto as autoridades que tm atribuio para mudar esse cenrio permanecem em seu estado de letargia, o Brasil continua deitado em bero esplndido, sendo um imenso campo a cu aberto onde o crime e a violncia florescem e as suas instituies perecem. Pobre Brasil.
WELINGTON DOS SANTOS VELOSO
Promotor de Justia
Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)
Sorocaba, SP

"NA MINHA FACE ROLA UMA LGRIMA VERDE-AMARELA" 
VEJA recebeu 198 comentrios sobre a reportagem especial "Condenados pela impunidade" (8 de maio)  a maioria deles enviada por leitores emocionados com as histrias de familiares vtimas de crimes no Brasil. O leitor Kau Mascarenhas, de Salvador (BA), relatou: "Chorei lendo a reportagem, que trata do sofrimento de filhos de baleados, de queimados vivos, de esfaqueados, de torturados, de mortos nas esquinas do nosso pas, nos semforos ou at mesmo dentro de casa, em crimes que nos impressionam sobretudo quando so cometidos por adolescentes e quando as vtimas no esboam nenhuma reao. Informaes que estarrecem. Senti raiva, medo, dor solidria, vergonha, nojo, enfim, eu me senti absurdamente humano. Veio um n na garganta que silenciosamente me apontava como algum que tambm  parte disso tudo". Por qu? O prprio leitor respondeu: "Ora, porque, quando digo que 'o pas no tem jeito', que 'os polticos so corruptos', que 'as leis so obsoletas', que 'os criminosos esto cada dia mais perversos', na verdade estou falando sobre a minha omisso; sobre quanto poderia ter feito e no fiz; sobre as passeatas em que no estive presente; sobre os textos indignados ou promotores de solues que no escrevi; sobre meus votos mal direcionados". Para diminuir sua sensao de impotncia, Mascarenhas fez o desenho que ilustra este texto e  explicou: " o meu pedido de desculpas s crianas que amargam a dor de suas perdas. Perdoem-me por ser algum que votou nos que hoje dirigem esta nao. Saibam, crianas, que na minha face tambm rola agora uma lgrima verde-amarela".

CAXIROLA
Na Arena Fonte Nova, em Salvador, torcedores atiraram no que viram e acertaram no que no viram. Palmas para os torcedores por terem deixado muito claro que essa inveno pateta (a caxirola) no passa de um estorvo para os que iro aos jogos da Copa das Confederaes e da Copa do Mundo no Brasil ("'E l vai bomba no gramado!", 8 de maio).
EDSON GUERREIRO DOS REIS
Belm, PA

PATROCNIO ESTATAL
Em relao  reportagem "'O golpe do patrocnio" (8 de maio), a Caixa Econmica Federal reitera que no recebeu nenhuma proposta para o patrocnio ao Carnaval de Londrina e para o Instituto Nijmeh, portanto, diferentemente do que foi publicado. A Caixa, quando procurada pela reportagem, esclareceu que no possua nenhum patrocnio a esse instituto, e em momento algum informou que "no repassar os recursos" ao patrocnio, at mesmo porque no houve recebimento de proposta.
ADRIANE VELLOSO
Gerente nacional da assessoria de imprensa da Caixa
Braslia, DF

LYA LUFT
No artigo "Trs senhoras sentadas" (8 de maio), Lya Luft fez um raio X atual da condio sociopoltica do Brasil, mas quem deveria ouvir o clamor nacional faz ouvido de mercador. D vergonha ser brasileiro com tanto esgoto a cu aberto, escolas caindo aos pedaos, sade pblica lamentvel, corrupo, insegurana no pas, infraestrutura deplorvel e o governo gastando bilhes em estdios.
ROBSON L. COIMBRA
Salvador, BA

Lya apresenta um retrato da indiferena de grande parte do governo pelo povo. As "trs senhoras", como outros tantos brasileiros, cansados, acomodaram-se.
LARRISA SEBOLD
Jaragu do Sul, SC

MUDANAS CLIMTICAS
Li a reportagem "O apocalipse ter de esperar" (8 de maio), sobre mudanas climticas na Terra, e respirei at um pouco aliviado. Tudo bem, no vamos morrer fritos nem estatelados feito ovo na frigideira. No entanto, existem questes cruciais que ficam ofuscadas por esse debate um tanto quanto metafsico sobre o aquecimento global. A problemtica ambiental, mais do que isso, envolve preservao da biodiversidade, do solo, do ar, dos rios e dos mares. O meio ambiente est paulatinamente se degradando tambm em consequncia da ao humana.
JOS DE CARVALHO JNIOR
Londrina, PR

ENRIQUE PEA NIETO
Na excelente entrevista "No temos medo de competir" (8 de maio), o presidente mexicano Enrique Pea Nieto mostrou que, com simplicidade, competncia e planejamento srio,  possvel tornar um pas forte e cada vez mais capacitado no mercado mundial. Combater a pobreza com a gerao de empregos, em vez da esmola petista, fortalecer a indstria com uma poltica tributria honesta, incrementando a produtividade, fazer um controle pleno e responsvel da inflao so ingredientes que a presidente Dilma deveria ter em sua cartilha. Viva o Mxico!
CELSON FERREIRA
Lauro de Freiras, BA

LOBO
Fantstica a declarao do cantor Lobo (Veja Essa, 8 de maio) a respeito da presidente Dilma Rousseff. Poucos so os brasileiros com coragem suficiente para dizer verdades. Estou de acordo com a ideia de que a primeira pessoa a ser investigada pela Comisso da Verdade deveria ser a nossa presidente, que, na companhia de Jos Dirceu, Jos Genoino e outros mais, tomou parte ativa na malograda tentativa de implantar uma ditadura de esquerda no Brasil.
SRGIO LEME ROMEIRO
Por e-mail

CASO ROSEMARY NORONHA
Ao ler a reportagem "Investigao paralela" (8 de maio), sobre o imbrglio da Secretaria-Geral da Presidncia ao montar um processo paralelo para "acompanhar e orientar" a apurao da Casa Civil sobre as falcatruas da ex-secretria Rosemary, tem-se a impresso de que o senhor Gilberto Carvalho nada mais  do que um espio plantado por Lula no governo. Ser que no est na hora de a presidente Dilma substituir o secretrio-geral da Presidncia?
WILSON S. JACQUES
Porto Alegre, RS

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

RADAR
LAURO JARDIM
LOCAES
A prefeitura de So Paulo vetou duas opes de local para a gravao do DVD de Luan Santana. Primeiro, o topo do Edifcio Martinelli, depois um dos shoppings da cidade. O DVD subiu no telhado.
www.veja.com/radar

GPS
PAULA NEIVA
SPEED FLYING
Um esporte para l de emocionante tem, nos ltimos meses, conquistado adeptos nas paisagens cariocas: o speed flying. Com um parapente menor, ele possibilita que o praticante salte de penhascos e pedras.
www.veja.com/gps 

COLUNA
AUGUSTO NUNES
AFIF
Afif Domingos  um vice-governador sem nada de relevante a fazer. Tem tempo de sobra para tambm no fazer nada na pior equipe ministerial de todos os tempos.
www.veja.com/augustonunes 

SOBRE PALAVRAS
SRGIO RODRIGUES
QUE TROO?
Troo  uma palavra brasileira informal que  como negcio, coisa e, no mineirs, trem  pode ser empregada em lugar de uma infinidade de coisas, sejam elas concretas ou abstratas.
www.veja.com/sobrepalavras

IMPERDVEL
FRANK,AVOZ
A paixo do jornalista James Kaplan por Frank Sinatra no o impediu de mostrar o lado menos palatvel da personalidade do cantor e os percalos de seus primeiros quarenta anos de carreira. Graas a isso, Kaplan erigiu um livro denso, que se mantm em p com riqueza de detalhes.  no apenas um retrato daquele a quem chamavam de A Voz, mas tambm um painel da produo cultural dos Estados Unidos no sculo XX.
www.veja.com/imperdivel

NOVA TEMPORADA
SERIE THE BORGIAS ENCURTADA
The Borgias, a srie que narra a vida de Rodrigo Borgia, o papa Alexandre VI, foi planejada para ter quatro temporadas. A ltima terminaria com a sua morte.  possvel, no entanto, que o seriado seja encurtado e que a terceira temporada se encerre com um telefilme de duas horas de durao. Um dos motivos seria a possibilidade de outra srie sobre os bastidores do Vaticano estar nos planos do canal Showtime.
www.veja.com/novatemporada 

SOBREIMAGENS
A BELEZA DAS CORES
O jornalista e fotgrafo Fernando Costa Netto registrou vrias viagens de trabalho e lazer com a sua SX-70, um clssico entre as cmeras fotogrficas, lanada em 1972. As imagens atraem pela beleza que revelam no cotidiano. "O filme privilegiava os tons de vermelho e azul e os momentos mgicos eram os fins de tarde, de baixa luz, quando as fotografias eram cuspidas da mquina e iam surgindo aos poucos at se transformarem em 'pinturas' fotogrficas", relata Costa Netto.
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 Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN SADE  AMAMENTAO: GARANTIA DE SADE
Me e filho so beneficiados com o aleitamento, que deve ser incentivado logo na primeira hora de vida.

     No h melhor alimento para o beb do que o leite materno. A Organizao Mundial da Sade (OMS) recomenda que toda a criana seja alimentada exclusivamente com leite materno nos primeiros seis meses de vida, isto , sem gua, ch, sucos, sopas ou papinhas. Depois disso, outros alimentos devem ser includos, mas a recomendao  que a amamentao seja mantida at os dois anos de idade. 
     O leite materno contm todos os nutrientes essenciais ao desenvolvimento do beb e fortalece o sistema imunolgico. Crianas amamentadas tm menor chance de desenvolver diabetes, otites, diarreias, infeces respiratrias e gastrointestinais, obesidade, doena coronariana e hipertenso. Alm disso, a digesto do leite produzido pela me  fcil, o movimento de suco no seio promove estimulao oral e ajuda a desenvolver os msculos da face e os dentes.  
     A amamentao tambm traz benefcios  mulher: promove a contrao do tero, contribuindo para evitar sangramento e anemia no ps-parto; gasta calorias, colaborando para que a me volte ao peso normal; e, principalmente, cria um vnculo especial entre me e filho. Estudos tambm mostram menor incidncia de cncer de mama e de ovrio e de osteoporose em mulheres que amamentam. 
     O ideal  que o aleitamento acontea na primeira hora aps o nascimento, j que durante 72 horas depois  do parto a mulher produz o chamado colostro, leite extremamente rico em vitaminas, sais minerais, protenas e carboidratos, considerado por especialistas como a primeira vacina do beb. 
     Amamentar logo no incio, no entanto, no  to instintivo quanto parece. A me pode ter dificuldade, ainda mais quando se trata do primeiro filho. Algumas atitudes como no estipular horrio fixo para mamadas, j que a suco estimula a produo de leite, e no determinar o tempo da mamada, respeitando o ritmo prprio da criana, so medidas que auxiliam o aleitamento. Outra dica  tentar esvaziar um seio e s depois passar para o outro, de forma que a criana receba o leite do final da mama, mais rico em gorduras, o que tambm promove a produo de leite. 
 importante salientar tambm que no h leite fraco e que so raras as mulheres com problemas para amamentar. Se estiver encontrando dificuldade, a me deve procurar ajuda especializada, como os grupos de incentivo ou a enfermagem do hospital. 
     Durante a mamada  altamente recomendvel evitar o uso de celulares, conversas paralelas ou televiso ligada.  importante que esse seja um momento nico de aconchego, em que me e filho possam se olhar, se conhecer e reconhecer, e construir os laos de companheirismo. 

Saiba mais sobre este e outros assuntos no site www.einstein.br
Sugira o tema para as prximas edies: paginaeinstein@einstein.br
Sua sade  o centro de tudo.
f/hospitalalberteinstein
t@/hosp_einstein
Youtube/HospitalEinsten

Responsvel Tcnico:
Dr. Miguel Cendoroglo Neto - CRM: 48949


